segunda-feira, 3 de maio de 2010

Segurança no Trabalho.

Devemos ter como frase pessoal, dentro do sistema de Segurança do Trabalho, seja ele qual for que a frase “é melhor prevenir-se” deve estar sempre m 1º. Lugar, entretanto, durante alguns processos, substituímos esta, por “isso nunca acontecerá comigo”, ai é que mora o perigo e a maioria dos acidentes acontecem pela falta de cuidado e pela descrença no acontecimento de acidentes no ambiente de trabalho.

Um grande exemplo disso são os mecânicos que fazem muitos trabalhos de riscos São serviços de funilaria, deslocamento de peças pesadas, pintura, elétrica, desmontagem e montagem de componentes e motores que exigem atenção do profissional e, principalmente, equipamentos de segurança que quase sempre são esquecidos. A desculpa é sempre a mesma: incomoda e atrapalha. No entanto, o que no presente parece incômodo pode ser a causa de grandes acidentes e desastres.

Os ambientes de trabalho devem ser bem ventilados, bem iluminados, ter EPC (Equipamentos de Proteção Comunitária), dentro das datas de validades e em locais de fácil acesso.

Avanço da Indústria Naval

Durante o seminário de lançamento da Rede de Inovação para a Competitividade da Indústria Naval e Offshore, os avanços do setor foram o tema dominante nos discursos dos dirigentes. Carlos Eduardo Macedo, coordenador geral das Indústrias de Transporte Aéreo, Aeroespacial e Naval, falou da Política de Desenvolvimento Produtivo. Lançada em 2008 pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, visa à melhoria da indústria naval por meio de diferentes ações, como apoio à expansão e à modernização industrial, desoneração tributária do investimento, promoção de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, obtenção de excelência em projetos navais, promoção de qualificação profissional e fortalecimento da cadeia produtiva.

O coordenador do setor naval na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Jorge Boeira, destacou como ferramenta importante para o crescimento da indústria naval o Catálogo Navipeças, portal para divulgação de fornecedores nacionais da indústria naval voltado para contratantes globais. A implantação de uma indústria de reparos navais também foi apontada como um passo fundamental para a criação de empregos no setor.

Segundo o reitor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Prof. Dr. João Carlos Brahm Cousin, três grandes estaleiros vão se instalar no Rio Grande do Sul, estado que tem uma carteira de encomendas de US$ 5 bilhões, incluindo a plataforma P-55.

A Usiminas, que também participou do lançamento da rede, adiantou que está com um novo equipamento para corte do aço voltado para o setor naval, que entra em operação a partir de 2010. A tecnologia importada é parte da parceria da empresa com a siderúrgica Nippon Steel, a maior do Japão e segunda maior do mundo.

Mudanças climáticas na mira: Novo Instituto vai realizar pesquisas para ajudar a combater efeitos do aquecimento global

Desenvolver atividades de pesquisa em diferentes áreas relacionadas ao clima é a proposta do Instituto Coppe Energia e Clima. Inaugurado no dia 21 de outubro, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), a nova instituição pretende realizar estudos de identificação de vulnerabilidades, ações de mitigação e adaptação a mudanças climáticas no território nacional. Pioneiro no país, o Instituto é considerado mais um reforço para combater os efeitos do aquecimento do planeta. De acordo com o diretor do Instituto, Luiz Pinguelli Rosa, um dos objetivos é articular atividades de vários grupos de pesquisa da insti tuição, tanto no desenvolvimento de estudos no campo da energia, incluindo fontes de energias renováveis, como em mudanças do clima. Segundo ele, o trabalho será realizado de forma integrada com várias unidades da Coppe, como o Instituto Virtual de Mudanças Climáticas (Ivig), que trata de tecnologias e energias sustentáveis, o Programa de Planejamento Energético, que inclui o Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Centro Clima), e o Programa de Engenharia de Transportes, que já desenvolve estudos associados ao tema, como mobilidade e sociedade de baixo carbono. “Também utilizaremos, para desenvolvimento de modelos climáticos aplicados à engenharia, um supercomputador, um dos mais potentes da América Latina, que é fruto da cooperação com a Petrobrás e entrará em operação ainda este ano”, completa. Presente à cerimônia de inauguração do Instituto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Rodrigues Elias, assinou, junto com o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, um convênio que permitirá repasse de recursos no valor de R$ 3 milhões de reais da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos – e outros R$ 800 mil pelo CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico –, que serão transferidos por meio de bolsas de desenvolvimento tecnológico.

Retomação da Construção de Angra 3


Após vinte anos de paralisação a execução de Angra 3 está sendo retomada, e seu funcionamento está previsto para maio de 2015. Com a operação das três usinas Nucleares, Angra dos Reis terá uma capacidade semelhante a 26 milhões de megawatts/hora por ano, sendo capaz de atender a 58% da demanda de energia do estado do Rio de Janeiro, revela o Engenheiro Paulo Carneiro (na foto), que é assessor técnico da Diretoria Técnica da Eletronuclear.

Destacamos abaixo alguns pontos importantes, citados por Paulo Carneiro em uma entrevista a Revista ‘Carta na Indústria’, do Sistema Firjan.

Paulo Carneiro enuncia que sobre os aspectos ambientais, Angra 3 já obteve todas as autorizações necessárias, entretanto é indispensável à autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que em março do ano passado autorizou parcialmente sua construção, o que garantiu a concretagem complementar da área destinada à execução das edificações convencionais da usina e impermeabilização nas regiões do edifício do reator e do edifício auxiliar do reator. Entretanto para começar a concretagem da laje destes, é necessária uma nova licença parcial, ou definitiva, assinada pela CNEN, que é esperada para breve. Segundo o cronograma, serão necessários 66 meses para a implementação integral de Angra 3, iniciando assim as suas operações em Março de 2015.

Paulo Carneiro, também relata sobre os investimentos na conclusão de Angra 3, que estão estimados em R$ 8,4 bilhões, sendo destes, 70% efetuados no Brasil.

A Revista ‘Carta na Indústria’ pergunta a Paulo Carneiro:
“Qual a correlação de preços entre a energia a ser gerada pela usina e as demais fontes?”

Ao qual foi respondida pelo Engenheiro:

Que a viabilidade da energia produzida pela usina, será de um custo de R$ 140,00/MWh, o que traz a competitividade com as demais fontes de Energia, que pelas usinas térmicas em 2008 era de R$ 145,23/MWh, o que evidencia que a opção nuclear é mais econômica. A Energia de Angra 3 será comercializada como fonte de energia reserva.

Angra 3 contribuirá para a diversificação da matriz energética do país e reduzirá os déficits de energia elétrica. Como a energia nuclear não necessita de combustão externa esta, colaborará para a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa. Com a finalização da construção de Angra 3, e seu funcionamento, serão criados muitos postos de empregos, não somente diretamente envolvidos coma usina, mas indiretamente, como revela Paulo Carneiro, “cerca de 9 mil empregos diretos e 15 mil indiretos no período de pico no canteiro de obras”.

Após sua inauguração, muitos cargos diretos de engenheiros com especificação na área nuclear estão sendo aguardados; daí uma grande oportunidade para quem tem gosto por esta fonte energética e busca especialização na área.


Fonte de Informações e Pesquisas: Revista; ‘Carta na Indústria’ do Sistema Firjan.