
Após vinte anos de paralisação a execução de Angra 3 está sendo retomada, e seu funcionamento está previsto para maio de 2015. Com a operação das três usinas Nucleares, Angra dos Reis terá uma capacidade semelhante a 26 milhões de megawatts/hora por ano, sendo capaz de atender a 58% da demanda de energia do estado do Rio de Janeiro, revela o Engenheiro Paulo Carneiro (na foto), que é assessor técnico da Diretoria Técnica da Eletronuclear.
Destacamos abaixo alguns pontos importantes, citados por Paulo Carneiro em uma entrevista a Revista ‘Carta na Indústria’, do Sistema Firjan.
Paulo Carneiro enuncia que sobre os aspectos ambientais, Angra 3 já obteve todas as autorizações necessárias, entretanto é indispensável à autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que em março do ano passado autorizou parcialmente sua construção, o que garantiu a concretagem complementar da área destinada à execução das edificações convencionais da usina e impermeabilização nas regiões do edifício do reator e do edifício auxiliar do reator. Entretanto para começar a concretagem da laje destes, é necessária uma nova licença parcial, ou definitiva, assinada pela CNEN, que é esperada para breve. Segundo o cronograma, serão necessários 66 meses para a implementação integral de Angra 3, iniciando assim as suas operações em Março de 2015.
Paulo Carneiro, também relata sobre os investimentos na conclusão de Angra 3, que estão estimados em R$ 8,4 bilhões, sendo destes, 70% efetuados no Brasil.
A Revista ‘Carta na Indústria’ pergunta a Paulo Carneiro:
“Qual a correlação de preços entre a energia a ser gerada pela usina e as demais fontes?”
“Qual a correlação de preços entre a energia a ser gerada pela usina e as demais fontes?”
Ao qual foi respondida pelo Engenheiro:
Que a viabilidade da energia produzida pela usina, será de um custo de R$ 140,00/MWh, o que traz a competitividade com as demais fontes de Energia, que pelas usinas térmicas em 2008 era de R$ 145,23/MWh, o que evidencia que a opção nuclear é mais econômica. A Energia de Angra 3 será comercializada como fonte de energia reserva.
Angra 3 contribuirá para a diversificação da matriz energética do país e reduzirá os déficits de energia elétrica. Como a energia nuclear não necessita de combustão externa esta, colaborará para a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa. Com a finalização da construção de Angra 3, e seu funcionamento, serão criados muitos postos de empregos, não somente diretamente envolvidos coma usina, mas indiretamente, como revela Paulo Carneiro, “cerca de 9 mil empregos diretos e 15 mil indiretos no período de pico no canteiro de obras”.
Após sua inauguração, muitos cargos diretos de engenheiros com especificação na área nuclear estão sendo aguardados; daí uma grande oportunidade para quem tem gosto por esta fonte energética e busca especialização na área.
Fonte de Informações e Pesquisas: Revista; ‘Carta na Indústria’ do Sistema Firjan.

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